A mais excelente terapia contra o medo e a ansiedade é a irrestrita confiança em Deus, que criou a vida com objetivos elevados. – Joanna de Ângelis

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Por que teme tanto?

Por que se esconde daquilo que a Vida traz até você?

O medo é uma sombra que desliza suavemente pelos seus pensamentos, vestindo muitas formas. Ele chega de mansinho, com o disfarce da dúvida, do receio, do “e se…?”.

Ele o faz recuar diante do desconhecido, enclausura seus sonhos e, aos poucos, diminui o tamanho do seu mundo.

Mas ouça… O medo não é real. Ele é uma miragem no deserto, uma neblina que se dissipa quando a luz o toca.

Então, por que fugir?

O medo não foi feito para ser vencido, mas para ser “atravessado”, superado, compreendido.

Cada medo é uma porta, e toda porta guarda um segredo à espera de quem tiver coragem de abri-la.

O que está do outro lado?

 

A Morte: Uma Travessia, Não Um Fim

Entre todos os medos, o medo da morte é o mais antigo e o mais profundo.

Ele sussurra que tudo acabará, que o último suspiro será um apagar de luzes, um silêncio sem volta.

Mas olhe mais de perto…

A morte não é um fim. Ela é uma passagem.

Como o rio que corre em direção ao mar, você não se perde… você se expande.

Aquele que teme a morte não compreendeu a Vida, o suave bailado da eternidade. A Vida nunca se apaga. Ela se transforma. Ela dança de uma forma para outra, sem jamais deixar de ser Vida.

A morte não o rouba. Ela o devolve ao infinito de onde veio.

 

A Velhice: O Tempo Como Mestre

E o que dizer do medo da velhice?

Você o sente como uma sombra que se aproxima devagar, roubando a força, apagando o brilho, desgastando os anos.

Mas a velhice não rouba nada.

Ela é o tempo que revela…

Revela a essência por trás das máscaras, purifica os desejos, dissolve as ilusões.

A velhice não é o declínio. Ela é a estação da colheita, quando a alma pode, finalmente, repousar sob a sombra da árvore da vida que plantou há tanto tempo.

O tempo não é um inimigo… ele é um escultor.

E se você confiar nele, verá que cada ruga, cada marca é um poema gravado na pele pela experiência de viver.

 

A Doença: Um Convite ao Equilíbrio

Ah, mas há também o medo da doença…

Ela surge como uma visita inesperada, abala o chão onde você pisa e o faz perguntar: “Por que eu?”

Mas a doença não é um castigo.

Ela é uma linguagem. Uma mensagem do corpo e da alma.

Ela fala do que precisa ser curado, das feridas invisíveis que pedem atenção, dos ciclos que precisam ser fechados.

Aquele que ouve essa mensagem encontra na doença não um inimigo, mas um professor.

A doença não quer derrotá-lo… ela quer guiá-lo de volta ao equilíbrio perdido.

 

A Pobreza: A Liberdade das Coisas Simples

O medo da pobreza também bate à porta.

Ele o faz acreditar que, sem posses, não há valor.

Mas o que é a verdadeira riqueza?

É aquilo que você acumula ou aquilo que nunca pode ser perdido?

O riso sincero, o abraço de quem ama, a paz de uma mente tranquila…

Nada disso pode ser comprado. Nada disso pode ser roubado.

A verdadeira riqueza é invisível. Ela mora no coração, e ninguém pode tirá-la de você.

 

A Crítica e a Perda: Sombras Que Não Permanecem

Ah, a crítica…

Ela corta como uma lâmina quando você se deixa definir pelo olhar dos outros.

Mas quem é capaz de medir sua alma? Quem pode conhecer a profundidade de quem você é?

Aquele que vive de acordo com a própria verdade não se abala com as palavras alheias.

Ele caminha firme, guiado pela luz que nasce de dentro.

E o medo da perda?

Você teme perder aqueles que ama, teme que o amor desapareça…

Mas ouça… nada que foi verdadeiramente seu pode ser perdido.

O amor real não conhece despedidas.

Ele muda de forma, talvez… mas continua presente, suave, como um perfume que nunca deixa o ar.

Nada se perde no amor. Tudo tem um novo enfoque.

 

O Amor Que Dissolve Todas as Sombras

E como se libertar de todos esses medos?

O amor é a resposta.

Não um amor qualquer, mas o amor que abraça tudo – luz e sombra, dor e alegria, vida e morte.

Quando você ama, o medo não tem onde se esconder.
Quando você ama, o tempo deixa de ser ameaça.
Quando você ama, cada passo é parte de uma dança maior.

Atravesse…

O medo não é um muro. Ele é uma ponte.

Atravesse-o.

Não há correntes que possam prendê-lo, a não ser aquelas que você mesmo aceitou usar.

Atravesse…

E verá que, do outro lado, não há escuridão.

Há apenas um campo aberto, banhado pelo sol, onde o vento sopra livre e os horizontes não têm fim…

Apenas liberdade…!

O medo nunca foi seu inimigo.

Ele foi apenas o vento que o empurrou em direção à luz que sempre foi sua!

Abrace seus medos como velhos amigos que vieram trazer lições.

Agradeça-lhes pela visita.

E então, deixe-os partir…!

Maurício Silva


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